segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Diário da aula 20 – 09/11

            De início a professora Rita dialogou sobre a palestra ocorrida na última terça-feira dia 07 de novembro a qual teve como temática “Drumond, o provocador: pedra, rosa e outros amores possíveis”, neste âmbito fora discutido sobre questões que envolvem a educação polissêmica, docência singularizada, a performicidade do professor, trabalhar além do currículo, currículo obscuro que se trata das questões que se trabalha com os alunos e que não estão previstas no mesmo. Neste momento os discentes que participaram da palestra expressaram suas opiniões e comentários a este respeito.
            Em seguida, adentrou-se efetivamente as considerações sobre o terceiro capítulo do livro “Pedagogia da Autonomia” de Paulo Freire, este momento foi oportuno para que os alunos relatassem os tópicos abordados pelo texto que consideravam pertinentes as discussões. Desse modo, a princípio fora versado a respeito do exercício da autoridade do professor como educador e sua distinção entre autoritarismo como superioridade, utilizando o exemplo que Paulo Freire traz no texto.
            Neste mesmo contexto a professora Rita exemplificou que o aluno reconhece quando o professor está inseguro por meio de suas atitudes e nesses casos o professor pode demostrar autoritarismo. Articulou ainda sobre a necessidade do professor mediar suas ações, assim o mesmo se percebe e se constrói como ser autônimo.
            Posteriormente fora discorrido acerca da coerência que nos torna autênticos e que aproxima o discurso da prática docente, sendo esta concepção frisada em diversos momentos ao longo do texto. Logo após, foi comentado sobre a afetividade, desenvolvimento da empatia, a carência dos alunos e a complexidade da prática docente.

            Por fim, a professora Rita informou sobre a atividade final da disciplina que diz respeito a elaboração de um texto contendo reflexões a luz de Paulo Freire com relação a interdisciplinaridade, a mediação pedagógica, educação para os direitos humanos, relações pedagógicas (afeto, empatia) e indisciplina. 

domingo, 5 de novembro de 2017

Diário da aula 19 - 30/10/17


Nesta aula foi proporcionado um momento de discussões a respeito do segundo capítulo do livro “Pedagogia da Autonomia” de Paulo Freire. Desse modo, a professora Rita questionou a turma sobre qual seria a síntese deste capítulo, os aspectos que destacamos como interessantes dentre os sub tópicos abordados pelo autor. Assim, o primeiro discente a se manifestar refletiu sobre o “ser humano inacabado” aspecto abordado ao longo do texto pelo autor, em seguida levantou questões a respeito do professor “ter de olhar sobre a realidade dos seus alunos”, nesta perspectiva outros discentes abordaram suas considerações versando a respeito do ser humano estar em constante construção, isto é sempre seremos seres inacabados aptos ao aprendizado.
Em seguida a professora Rita dialogou acerca do poder da fala do professor, que está pode ser significativa tanto positivamente quanto negativamente a ponto de suprimir objetivos e sonhos dos alunos. Desse modo, articulou a respeito do docente compreender que cada aluno é um sujeito em potencial, em vista disso há uma necessidade de desenvolver a empatia e ampliar o olhar sobre a leitura dos sinais apresentados pelos educandos. Nesse sentido, destacou a relevância do professor construir conhecimento junto com seus alunos, pois este não se encontra pronto e acabado, muito menos pode ser transmitido.
Associando os tópicos abordados anteriormente a professora Rita propiciou uma reflexão a respeito da “prática docente se aproxima do discurso? ”, a qual considera como sendo a luta cotidiana do professor que demanda coerência e uma análise permanente da prática docente, se aproximando assim da atitude freiriana. De modo a criar possibilidades de vivências na sala de aula, como por exemplo na matemática a utilização de dados do cotidiano dos alunos, com o intuito de criar situações problemas e potencializar o aprendizado por meio das experiências trazendo o contexto dos educandos.

Além dessas discussões foram desencadeadas outras conversas sobre tópicos do texto que os discentes apresentaram, assim como, questões políticas e sociais que permeiam a profissão docente, tais como a luta por reconhecimento, a formação de professores, a importância do desenvolvimento da críticidade e o existencialismo. Por fim, a professora Rita abordou sobre a Pedagogia da Autônima, que envolve a aprendizagem, olhar como ser inacabado, responsabilidade entre outros aspectos.

sábado, 4 de novembro de 2017

Diário de aula 18 - 26/10/17

Dando continuidade a discussão do assunto de categorias freireanas, a professora conversou com a turma acerca de nossas impressões em relação aos primeiros capítulos do livro, incluindo também o prefácio. O professor mestrando que esteve presente, nos contou a respeito de sua impressão de que o prefácio do livro em si já é tão denso e abrangente que daria espaço para o desenvolvimento de outro livro, apontando fatos de emergência e conceitos atuais, mesmo que o livro tenha sido pensado e publicado na época de 1996.
Na conversa com os alunos, foram levantados pontos abordados por Freire na época, os quais ainda são muito atuais. Entre eles, a doutrinação realizada pela escola, esta que esta sob constante sistematização política deixando de condicionar os alunos a uma formação escolar crítica e de boa qualidade e focando no que se tem como interesse. A desconsideração da formação pessoal do professor para sua formação docente , como ponto que mostra falta de criticidade no docente em sua atuação na escola e fora dela. A necessidade de conhecimento e atenção a ética para a atuação em sala e no relacionamento professor-conteúdo-aluno. Entre ademais pontos que foram se subdividindo em abordagens a respeito das dificuldades da realidade ser um professor e como se dá a educação atualmente no Brasil.
Finalizando a aula, a professora solicitou que fizéssemos a leitura do terceiro capítulo do livro "Pedagogia da Autonomia" de Freire para que continuássemos as discussões na próxima aula.

Diário de aula 17 - 23/10/17

Nesta aula iniciamos a abordagem das Categorias Freireanas nos baseando na leitura do primeiro capítulo do livro "Pedagogia da Autonomia" de Paulo Freire. A professora nos atentou que estes conceitos da pedagogia freireana são baseadas nas reflexões de Freire em relação ao mundo e como nele acontece o processo de educação e ensino-aprendizagem.
Entre as categorias pensadas por Freire, podemos contar com a frase: "não há docência sem discência", nesta é possível evidenciar que o trabalho do professor não faz sentido se este não contar com a participação e presença de seu público alvo, os alunos, buscando neles a contextualização necessária para que aconteça o compartilhamento e construção de conhecimentos. Outro conceito freireano que devemos ressaltar, é a indispensabilidade da curiosidade epistemológica no profissional docente, para que este busque sempre novos conhecimentos, e aprimore seu pensamento crítico o tornando cada vez mais rigoroso, tendo amor por seu conteúdo e pelo aprender e ensinar para que isso seja transmitido aos seus alunos no momento de ensino. O professor crítico e curioso irá exercer a práxis, uma ação intencional de aproximação da teoria pedagógica e de sua prática cotidianamente observando suas turmas e sua didática para melhor desempenhar sua função no processo educacional e atingir a arte de tornar-se desnecessário futuramente para seus alunos.
Finalizamos a aula com a solicitação da professora para que lêssemos o segundo capítulo do livro para novas discussões acerca das categorias freireanas na próxima aula.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Diário de aula 16



Aula do dia 19/10/2017 (Quinta feira)
Nesse dia a docente, discorreu sobre as dificuldades e a importância  da auto avaliação. Deixou a discussão em aberto para que os alunos falassem, se tinham  dificuldades ou não, em  auto avaliar-se. Alguns alunos relataram que tinham, enquanto outros afirmaram que não apresentavam dificuldade.
A professora, na mesma aula falou o quanto é importante refletir sobre os problemas relacionados a sociedade, ao País.  Ressaltou  a importância de estarmos sempre atentos aos fatos e assunto que repercutem na mídia, em um momento que falava sobre alguns  dos trabalhos do educador Paulo Freire.
Segundo o autor, é importante que o professor saiba as condições do meio no qual os alunos estejam inseridos. Desse modo, pode-se trabalhar conteúdos a partir de problemas relacionados ao cotidiano do educando, com o propósito de que aquilo que esteja sendo ensinado faça para o aluno algum sentido.
Após fazer vários comentários sobre Paulo Freire, inclusive sobre movimentos que querem tirar do Educador, o título de Patrono da Educação Brasileira, a professora propôs outra atividade relacionada a auto avaliação. Porém seria uma auto avaliação direcionada, onde tínhamos que responder as seguintes perguntas: O que realizei no primeiro bimestre? O que aprendi com o que realizei? O que não aprendi e deveria ter aprendido? O que quero e posso aprender?
Ao final desta atividade, a professora pediu para que os alunos lessem para a próxima aula o capítulo um do livro, Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire.

Diario de aula 15



Aula do dia 16/10/2017 (segunda feira)
Na aula desse dia, a professora Rita retomou as discussões relacionadas aos diferentes tipos de avaliações, formativa, diagnóstica, somativa.
Foram esclarecidas algumas dúvidas levantadas pelos alunos com relação as características principais, para  que servem, quais os tipos e modelos.
Após ser discutidas esses pontos, a professora pediu para que os alunos se reunissem com os membros de seus blogs, a fim de realizar uma atividade relacionada as avaliações, e que deveria ser entregue. A docente deu alguns minutos para realizar as atividades, que continha questões como, para que serve as avaliações, quais os tipos/ modos, quais os limites e citar exemplos de cada uma delas.
Ao final da aula, a professora pediu que cada aluno fizesse uma descrição de sua pessoa enquanto aluno. Como aprende, disciplina que mais gosta, as dificuldades, o que falta para dedicar mais aos estudos, em fim, suas principais características como aluno.   

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Diário de aula 14

Nesse dia, a aula foi conduzida pelo professor Wilson, que já tinha nos sido apresentado em aulas anteriores. Na proposta dessa aula, os alunos foram divididos em duplas e deveriam fazer uma pergunta a respeito do texto Concepções sobre a Avaliação Escolar de Mary Stela Ferreira Chueiri que já havia sido lido e discutido pelos alunos.
As duplas tiveram que trocar suas perguntar e dar respostas à pergunta recebida. Então elaboravam novas perguntas e o mesmo se repetia.
Esse processo aconteceu três vezes, proporcionando grande reflexão sobre o ato de avaliação e uma grande interação entre as duplas.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Diário de Aula 13

Neste dia, na aula de didática, o assunto foi a avaliação, uma parte tão importante do processo de ensino-aprendizagem mas que muitas vezes é usado de forma errada pelos professores sendo aplicada na forma de provas e por determinados períodos, sendo assim, algo pontual. Quando, na verdade, espera-se que a avaliação seja um processo, onde acontece mais de uma avaliação por todo o tempo do conteúdo a ser ensinado.
A aula foi expositiva dialogada e nossa discussão abrangeu vários conteúdos ligados ao tema não necessariamente sendo o processo de avaliação em si. Como exemplo é possível citar a forma de avaliação vestibular e que deveria abranger outras formas de avaliação e o quão errado é a forma de sistemas apostilados de determinar a data e até mesmo a prova que todos os indivíduos daquele processo de ensino-aprendizagem devem fazer.
Encerramos com o desafio de repensarmos sobre o texto base da aula e o resumo que fizemos deste além de propor uma questão sobre o tema que será abordada na próxima aula.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Diário de Aula 12

No dia 28 de setembro, iniciou-se mais uma aula de Didática. Logo de início, foi nos dado algumas orientações a respeito de como seriam coordenadas as duplas sorteadas a lecionarem lá na frente da sala de aula. Foram entregue os Planos de Aulas das duplas sorteadas e efetuou-se a aula expositiva referente ao tema: aula expositiva.

O conteúdo em si era o mesmo, mas cada um ensinou de uma forma diferente, o que foi bem interessante até, isso nos causa de certo modo, uma reflexão sobre o fato de cada um ter o seu domínio do conteúdo, sobre cada um ter a sua maneira de ensinar, nos levando a refletir no seguinte: cada professor tem a sua maneira de transmitir o conteúdo, mas é necessário trabalhar cada um deles para que o foco da aula seja transmitido. Deste modo, podemos ver as tendências que cada professor apresenta ao lecionar, se ele tende a ser um professor mais "tradicional" ou um professor mais "flexível/dinâmico".

Ao todo, foram 4 duplas que apresentaram, sendo uma delas voluntária. No final de cada apresentação, foram feitas breves considerações finais por parte da professora Rita e alguns colegas opinaram a respeito também, tudo foi muito bem trabalhado. Alguns destes pontos importantes levantados pela professora, vale a pena ser destacado aqui neste escrito, como sendo eles: não ficar encostado no quadro, desenvolver os movimentos do corpo durante a aula, tendo o cuidado de não aparentar ser um "boneco de posto de gasolina"; movimentar as mãos suavemente ao falar, incitar algo; elaborar a aula antes de ir a público, - falar com o espelho é um bom método de treinamento -; não focar somente em um aluno, é essencial que o professor olhe todos os alunos, de preferência nos olhos dos mesmos, isso demonstra confiança, causa segurança tanto para o aluno, quanto para o professor; errar é totalmente humano, não precisa perder o controle da aula, você não é obrigado a saber de tudo, mas tudo que puder fazer para evitar tais constrangimentos, é ótimo; e se for usar recursos midiáticos, como exemplo, o  Power Point, na execução de slides, evitar poluir o mesmo, destacar os pontos mais importantes, sem encher os slides com textos enormes e muito menos ficar lendo, ler todo mundo sabe, a essência da aula está no professor, em como ele transmite o conteúdo, ler slides "mata o cara".

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Diário de Aula 11

No dia 25 de setembro, iniciou-se mais uma aula de Didática. A aula teve início com a Rita levantando alguns pontos importantes sobre a nossa última atividade efetuada em sala de aula. Foi feito um levantamento final sobre o "Júri Simulado", onde foi mencionado que, é preciso colocar em prática uma aula mais bem elaborada e dinâmica, pois a falta de preparo dos alunos, em ler os textos indicados, estudar mais sobre o tema, foi notado, e isso, de certo modo, reflete no momento em que o aluno, é escolhido para "defender" ou "acusar" este modelo de aula. Por falta de conteúdo em mente, fica difícil dialogar, efetuar um debate em prol do conhecimento de todos. Foi questionado ao alunos os conceitos absorvidos nesta atividade, e depois de uma breve conversa, este assunto foi encerrado.

Em seguida, dando início ao próximo assunto, a Rita nos contou sobre uma nova atividade que seria feita e apresentada na próxima aula, onde o assunto era: elaborar uma aula expositiva referente ao conteúdo "aula expositiva". O objetivo de tal atividade, era de elaborar uma aula expositiva usando-a como um método de ensino, onde seria necessário tais duplas entregar um material sobre o assunto (Plano de Aula) e funcionaria assim: na aula seguinte, um sorteio iria acontecer, onde algumas das duplas teriam que ir lá na frente e "lecionar", sobre o assunto indicado. Ao fim da aula, restando alguns minutos, a Rita deixou os alunos escolherem seus companheiros de trabaho, e a sala se reuniu dando inicio aos trabalhos, tudo ocorreu bem.

Diário de Aula 10

No dia 21 de setembro, iniciou-se mais uma aula de Didática. A ideia inicial desta aula foi convidar os alunos a fazer parte de um "Júri Simulado" tendo como foco, o assunto anterior discutido em aula, sendo o tema: aula expositiva. Foi indicado uma leitura do texto "Aula Expositiva: Superando o Tradicional" com o intuito de complementar o material de estudo dos alunos e enriquecer a aula em si.

A sala de aula foi dividia em membros de alunos, onde cada um dos membros representavam os Juízes, Promotores, Advogados (de defesa, acusação) e os Réus. A aula em si, demonstrou aos demais alunos, os cuidados em usar/exagerar de certos recursos midiáticos, levando em conta a importância de uma aula bem elaborada, conceituada e com foco no assunto em questão. A reflexão obtida foi extremamente importante (e como atuo em algumas escolas, pude modificar minha rotinha em sala). Nos minutos inicias desta aula, os membros da "acusação e defesa" colocaram em pauta algumas questões sobre o uso da aula expositiva e em seguida, foi dado alguns minutos para todos questionar e responder.

De fato, esta dinâmica nos deu a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a aula expositiva, mostrou que, assim como todas as maneiras de lecionar, esta também possui seus defeitos, mas nada que uma boa "lapidada" não a faça funcionar com êxito. Tudo vai depender da vontade do professor, como mediador do ensino, inovar o mesmo e atrair os seus "clientes" (alunos) ao seu "negócio" (aula).

domingo, 24 de setembro de 2017

Diário de Aula 09

No dia 18/09 (segunda-feira) deu-se início a nossa aula. Logo em seguida, pudemos prestigiar a apresentação do grupo 15, onde foi nos mostrado um tema trabalhado em folders, que aliás, foi muito criativo. Foi uma apresentação impecável, ao menos, prendeu a minha atenção, deixo meus parabéns aos membros da equipe. Dando início ao foco de nossa aula, a caríssima Professora Rita, nos informou sobre um texto, da qual iríamos trabalhar, o mesmo falava sobre as "Práticas Pedagógicas de Ensinar-Aprender: Por Entre Resistências e Resignações", a consulta pode ser feita no link abaixo:

Link do PDF: http://www.scielo.br/pdf/ep/v41n3/1517-9702-ep-41-3-0601.pdf

O objetivo principal desta leitura/aula era de discutir o processo do ensino-aprendizagem e todos os obstáculos que encontramos dentro da sala de aula para com os alunos. Quais métodos eficazes colocar em pauta, afim de obter sucesso na hora de lecionar? Tudo foi discutido e guiado pela professora Rita, aula riquíssima em conteúdos úteis e que, de certa forma, nos mostra o que seria o "caminho ideal" a ser seguido.

Depois de muito se conversar, sobre este tema indicado, foi proposto pela professora, um estudo-dirigido, que por sua vez, o objetivo principal era de elaborar um glossário e dentro deste, trazer perguntas a respeito do texto em questão, tudo bem detalhado. Pude coletar algumas das palavras citadas em aula, sendo elas: inexorável, hermenêutica, cognitivo, pedagogia, concomitância, pedagogizar, entre outras mais. Logo em seguida, a professora levantou uma discussão interessantíssima em sala de aula, a respeito das assuntos levantados do texto indicado, como sendo elas: Como se rotula uma turma boa ou ruim? Qual a melhor maneira de trabalhar com o aluno? O que é uma turma boa ou ruim? Quais os critérios utilizados para definir? A respeito das diversidades, como se comporta o professor? Entre outras questões levantadas.

Dando fim a aula, a professora nos mostrou a importância de efetuar um estudo dirigido em sala de aula (seja de qual área for) e a pedido da professora Rita, tínhamos que escolher um texto de até 2 páginas para a próxima aula que abordasse os seguintes temas: pedagogia, didática, práticas pedagógicas, ser professor ou ensino-aprendizagem e em cima destes textos, foi solicitado a criação de um estudo dirigido. A atividade poderia ser realizada em duplas e as duplas tinham como objetivo, montar um estudo dirigido para ser discutido por outra dupla na aula seguinte.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Diário de Aula 8

Durante essa aula, no dia 31 de agosto, nos deparamos com outra professora que nos trouxe o que deveria ser feito naquela aula. Fomos divididos em duplas e desafiados para desenvolver planos de aula sobre os conteúdos que escolhemos nos especializar, para que nos especializemos nesse processo. A professora que veio para nos orientar foi muito amável e nos ajudou em todas as dúvidas; esta atividade levou todo o tempo destinado àquela aula e também foi utilizada como forma de avaliação.

Luta por Conhecimento

Capítulo 1
Atena estava sozinha pensando em qual povo passar um pouco de sua sabedoria e então escolheu o Brasil, um país rico e cheio de diferenças culturais. Discutiu com os outros deuses a melhor forma de se fazer isso, imaginou-se colocando um de seus filhos dotados de tanta Inteligência dentre todos os meros mortais e pensou que não seria tão bom, então resolveu buscar alguém que se adequasse e pudesse inovar em seu trabalho, escolheu uma professora.
Essa pessoa era Pandora, vista por seus alunos e colegas de trabalho por sua dedicação e amor ao ensino, sua capacidade de inovação e seu gosto peculiar por desafios. Atena então a destacou de todos os outros e a fez uma proposta: conhecer as tendências pedagógicas trabalhadas em quatro diferentes escolas de regiões diversas do seu país.
-Mas como vou deixar os meus alunos? – perguntou Pandora
-Ora, o meu poder te trará de volta antes que percebas, só tenho uma condição: que você siga a individualidade de cada tendência que encontrarás em cada região mesmo que não esteja acostumada e seja fora de seus princípios. Isso te levará a uma inesquecível experiência de conhecimento e os beneficiados serão seus alunos. – respondeu a deusa do Conhecimento.
Capítulo 2
Seguiram então para o Amazonas, numa tribo Tupi, com a tendência pedagógica progressista, onde o aluno traz flores e frutos para discussões acerca desse tema em sala de aula. Lá, Pandora conhece Sérgio, um professor gentil que tenta fazer que os alunos de sua tribo sejam mais ligados aos seus costumes mais indígenas que trazidos pelos brancos, como ele próprio diz.
-Eu tento fazer isso de forma de que os alunos tenham respeito e interesse pela cultura indígena e para isso, no ensino de biologia, sempre peço que tragam coisas cotidianas que encontram em suas andanças pelas matas e riachos do espaço da tribo. Conheço muito bem a vegetação local e consigo discutir sobre as condições climáticas e nutricionais para que a planta se desenvolva, além da parte da bioquímica das plantas, sobre as substâncias que dão odor ou sabor a determinadas folhas ou o veneno produzido por outras. – explicou Sérgio
-Isso é demais! Você utiliza da tendência pedagógica progressista pra fazer com que os alunos se interessem mais pela sua aula.
-Tendência o que?
- Tendência Pedagógica Progressista. Ela é caracterizada por uma postura anti autoritária do professor em sala de aula, sem a necessidade de avaliação por meio de notas e com metodologia flexível ao conteúdo. O professor costuma propor discussões acerca de temas trazidos pelos alunos, os quais participam de forma integral no processo de construção de seus conhecimentos. Eu acho que deve ser interessante e eu possa mostrar um pouco da tecnologia para extração de alguns óleos vegetais através de aparelhos sofisticados.
Sérgio se enfurece por ser algo trazido pelo “universo branco” e não a concede as aulas que ela pede.
-Pandora, não o responda a altura. Eu a escolhi por ser capacitada para tanto e esta é sua primeira batalha, passar esse conteúdo para os alunos, pois alguns alunos ali se interessam demais pela obtenção de óleos vegetais.
Então após duas semanas conversando sobre o assunto com o professor e mostrando que uma das formas de obtenção de óleos vegetais é o preparo do chá a partir das raízes da jurema, ela consegue duas horas com os alunos podendo discutir com eles como é feito o “vinho de jurema” e como isso se aplicaria a outras raízes e plantas.
-Você cumpriu sua missão aqui, Pandora. Conhecerá agora uma realidade um pouco mais dura.
Capítulo 3
                Pessoas vestidas tão coloridamente percorriam os corredores da escola em que Pandora se deparou. Logo notou pela forma tão bonita daquele povo falar que estava na Bahia, considerado um dos estados mais ricos em cultura do Brasil. Após Atena, em sua personificação humana, a apresentar ao diretor da escola, Pandora já foi seguindo para a sala de aula de Seu Simão, onde não se surpreendeu nada com a cena vista ali. Estava no local mais comum de todas as escolas, alunos enfileirados, sentando um atrás do outro e naquele momento, todos de cabeça baixa, olhando apenas para sua avaliação escrita, enquanto Seu Simão lia um livro de receitas tradicionais.
                - Atena, por que me trouxe aqui? Conheço bem esse tipo de realidade, é o que vejo em boa parte da escola diariamente.
                - Ora mortal, esse tipo de avaliação e de aprendizagem são os mais comuns por fazerem parte da tendência pedagógica tradicional, onde o professor é detentor do conhecimento e os passa aos alunos de forma linear e quadrada. Seu Simão, além de tudo, não aceita que uma mulher possa dar aula, quem dirá melhor que ele, e seu desafio é seguir essa tendência para mostrar aos seus alunos a tabuada.
                Ao voltar para sala, Pandora chegou determinada a tomar os alunos para si, porém a forma preconceituosa com que foi tratada não deve ser mencionada. Através de uma charada matemática conseguiu o direito de ir à frente e passou, pelo método da memorização e repetição, a tabuada dos algarismos 6,7 e 8. Testou os alunos oralmente e passou uma atividade avaliativa relacionando os conteúdos de multiplicação com coisas dos cotidianos dos alunos como “A quantidade de acarajé necessária para alimentar 6 baianos, se cada baiano come em média 3 acarajés”. Isso divertiu os alunos, pois e até a preferirem que o Seu Simão, tudo isso num período de tempo de 6 aulas.
                -É garota, até que você é criativa, ainda que não devesse estar lecionando e sim em algum emprego para gente como você.
                Pandora o ignorou, encontrou-se com a deusa e partiu.
Capítulo 4
                Pandora então se viu no meio de uma correria sem tamanho, aonde todos iam de lá para cá e daqui para lá o mais rápido que conseguiam; Atena a guiou por alguns quarteirões a uma escola extremamente diferente de toda arquitetura que a professora já tinha visto. Ao entrar se descobriu em uma escola preparatória para engenharia, dando noções de como seria o trabalho desse tipo de profissional no dia-a-dia.
                Logo percebeu que as aulas de física ali seria aplicada a casos específicos enquanto Atena dava a ela seu desafio da vez: construir uma ponte de macarrão com alguns alunos da professora Marília.
                - Aqui mostramos para os alunos como eles irão trabalhar, por isso, os pais escolhem nosso colégio para educar seus filhos.
                - Você não acha que estão especificando demais e se limitando a quantidade de alunos?
                - Claro que não, somos interpessoais com nossos alunos e tratamos a organização da instituição como uma empresa, com características profissionais, isso caracteriza nossa tendência pedagógica, a tecnicista.
                Durante uma feira de profissões no colégio algumas semanas depois, Pandora cumpriu seu objetivo da ponte de macarrão com alunos que trabalhavam como operários e estava pronta para seu último desafio e já conhecia a tendência pedagógica que viria a seguir.
Capítulo 5
            Num piscar de olhos, Pandora se encontrou em Florianópolis, uma grande cidade no sul do Brasil, onde conheceu a diretora Eduarda que explicou como ela aplicava suas aulas de química.
            - Eu prefiro que os alunos conheçam e correlacionem os assuntos através de práticas laboratoriais onde eles mesmos possam pesquisar e formar suas hipóteses e testá-las com segurança e cautela, que são passados a eles desde o início dos estudos de química. – disse Eduarda
            -Nossa, se parece muito com a tendência pedagógica da nova escola só que com menos foco no social, a intenção de formar cidadãos críticos e preparados para fora da escola. – comentou Pandora
            - Mas trabalhamos isso aqui na escola também, e essa tendência pedagógica é a que utilizamos pra basear nossos planos de aula.
            Pandora se encantou com a beleza dessa tendência pedagógica e ficou pensando qual seria seu desafio ali.
            -Voltar – disse a deusa.
            -Voltar? – assustou-se Pandora, estava muito longe da cidade de Itajubá em que trabalhava.
            -Agora lhe deixarei novamente na escola em que passa todas suas manhãs e poderá colocar em prática essa tendência tão legal, assim como as outras, pois agora percebeu que cada aluno aprende de forma diferenciada e pode utilizar isso no seu trabalho.

            A deusa então se despediu e a deixou em uma das suas salas de aula. Alguns meses depois, Pandora foi reconhecida por seu trabalho social e educacional em que empregava diferenciadas formas de ensino, fazendo com que seus alunos se interessassem cada vez mais pelas escolas e trouxessem mais amigos para estudar ali, e esse era o foco do seu trabalho social, a retirada de jovens e adolescentes das ruas através do interesse educacional.

Diário da aula 20 – 09/11

            De início a professora Rita dialogou sobre a palestra ocorrida na última terça-feira dia 07 de novembro a qual teve como temáti...